quarta-feira, 12 de maio de 2010







Áudio
Noções Básicas


Introdução



Gostaria de conversar um pouco sobre um problema que muitos amigos que aceitaram o desafio de trabalhar com som, principalmente em igrejas, enfrentam na maioria de seus cultos, o som. As reclamações são sempre as mesmas: “está muito alto, está muito baixo, não se entende nada do que se canta, que ruído é esse, o microfone está falhando, não funciona, etc.”. O maior problema que verifico quando visito igrejas é a falta de preparo das pessoas envolvidas na operação do som, dessas igrejas. Quero dizer que se não houver um mínimo de investimento nas pessoas que diretamente irão lidar com o equipamento, de nada adianta investimento em equipamento moderno e de qualidade. Costumo fazer a seguinte comparação; pode ser qualquer tipo de aeronave, um jato moderníssimo ou um teco-teco, se o piloto não estiver preparado o avião vai acabar caindo. Existem hoje no mercado inúmeros cursos que preparam profissionais na área de operação de áudio, habilitando-os para executarem os trabalhos mínimos relacionados ao som da igreja; por isso sempre aconselho à liderança da igreja que, se possível, patrocine ao candidato a operador da igreja, um destes cursos.O propósito deste trabalho é dar um start àqueles que não tiveram acesso a nenhum destes cursos, ou que já têm conhecimento ou experiência na área, mas mesmo assim ainda encontram muita dúvida no dia a dia de seu ministério de operadores de som da igreja – sim, ministério: considero que esta pessoa, assim como os músicos, ministros de louvor, pregador, evangelista, deva ter este chamado para atuar nesta área.



Microfonia



Um dos maiores “males” que afligem o operador de som em qualquer ambiente, é a famosa microfonia, ou realimentação acústica. A realimentação é um fenômeno eletro-acústico que ocorre devido a um desequilíbrio das freqüências que estão sendo projetadas num determinado ambiente. A microfonia é identificada como um apito forte, que ocorre quando as ondas sonoras emitidas por um alto-falante são captadas e reamplificadas pelo microfone que as originou. Muitas vezes começa fraco e vai aumentado gradualmente até que uma das fontes sonoras seja interrompida. Sendo assim, temos: microfonia de graves que mais se parece com um apito de navio, a microfonia de médios, parecida com o som produzido por uma corneta, e a de agudos, a pior delas, pois atinge freqüências altas que podem até prejudicar a audição, se não for controlada a tempo. Mas o que provoca a microfonia? Como já disse, é um desequilíbrio, que ocorre quando há excesso de volume em uma determinada freqüência. Por exemplo; quando ligamos um microfone próximo de um alto falante, o som captado pelo microfone, percorre um caminho, ou seja, entra pelo microfone, vai para a mesa de som, que o pré-amplifica e envia para os amplificadores que os enviam para as caixas de som. Quando esse sinal sai pelo alto falante, uma boa parte dele é nova mente captada pelo microfone, criando assim um ciclo vicioso. Até ai tudo bem, pois esse ciclo é natural num sistema de reforço sonoro. Porém quando uma determinada freqüência – seja de graves, médios ou agudos – é excessiva, esse ciclo se tornará audível e crescente até que passe a ser ouvido e interferir na qualidade do sistema sonoro. Uma maneira de amenizar este problema é evitando que os microfones fiquem posicionados de frente para o raio de emissão dos alto-falantes. Porém sabemos que a acústica do ambiente proporciona um ganho em determinadas freqüências, o que aumenta a possibilidade de causar microfonia.Pretendemos mais adiante tratar da questão da acústica do ambiente, mas quero falar sobre o uso dos equalizadores que, são uma grande ferramenta no sentido de amenizar o problema da microfonia.





Equalização

Antes, precisamos compreender que a aplicação do equalizador em um ambiente a ser sonorizado tem a ver principalmente com a resposta de freqüências que a acústica do ambiente tem. Explicando, cada ambiente tem um som próprio, alguns ressaltam freqüências graves, outros médias e outras agudas. Aí entra esta ferramenta, que nos auxilia a corrigir os excessos que tanto prejudicam a boa audição nos ambientes onde vamos sonorizar. Infelizmente, devido principalmente às comuns reduções de orçamento na hora de se projetar uma igreja, é normal que a construção final tenha gravíssimos problemas de acústica. Existem paliativos, como carpetes, cortinas grossas, até a colocação de material absorvente nas paredes com o intuito de se diminuir reverberações, ecos, e ressonâncias, e realmente em muitos casos, a colocação desses materiais consegue amenizar bastante esses problemas. Porém sempre será necessário fazer correções de freqüência, com o nosso equalizador. São vários os tipos de equalizador, sendo shelving os mais comuns, paramétricos, encontrados em muitas mesas de som e gráficos. Através da análise acústica do ambiente, aplica-se o equalizador aumentando ou atenuando uma determinada freqüência. Imaginemos um ambiente, onde através da análise acústica se observa que a região compreendida entre 200 Hz a 280 Hz, é muito audível, e que chega até a provocar ressonâncias e microfonias. O papel do equalizador neste caso é exatamente este, diminuir a freqüência que estão sobrando. Um princípio básico, se esta faltando uma freqüência acrescente, se esta sobrando, atenue-a com o equalizador.Na realidade o que estamos fazendo é exatamente equilibrar os excessos ou a falta de freqüências . O ouvido humano com o tempo, tende a perder a sensibilidade nos extremos, ou seja, nos graves e agudos (é o famoso efeito loudness), levando muitos operadores a reforçar essas regiões; porém é exatamente na região dos médios que está localizada a voz humana e toda a parte de inteligibilidade. Bom mesmo seria se não tivéssemos que utilizar nenhum periférico. Nem compressores, nem efeitos, principalmente equalizadores. Penso que a compra de periféricos só vale a pena quando outros componentes como microfones, cabos, mesa e caixas acústicas são de baixa qualidade ou já são bons e ainda precisa fazer alguns ajustes. Um conhecido visitou uma igreja onde havia uma mesa Ciclotron com um equalizador Behringer de 31 bandas por canal. Dar para imaginar o som não é? O problema do som no caso dessa igreja não é precisamente a mesa de som, se o investimento fosse em um equalizador talvez R$ 100,00 mais caro o resultado seria mais satisfatório. Não existe nenhuma receita de bolo. Nada substitui o ouvido humano bem apurado. Uma coisa é equalizar o som do ambiente e outra coisa é equalizar cada instrtumento como os de corda, sopro, percussão, vozes etc. Para cada um existe uma frequência pré-estabelecida. No caso da voz, apesar de ter uma frequência-padrão, ainda existe ajuste para cada tipo de voz. Eu costumo equalizar a voz chegando mais próximo do natural. Na equalização o menos tem maior valor do que o mais. A seguir venho demonstrar alguns ajustes de frequências nas quais podem servir para equalizar, seja um equipamento de 5, 7, 10, 15, 30 ou 120 bandas, pois dão idéia de atuação da faixas de frequências a serem trabalhadas:




INSTRUMENTOS MUSICAIS – Descrição por frequência

31 a 63Hz Sons muito graves Fundamentais do bumbo da bateria, tuba e contrabaixo (acústico ou elétrico). Estas freqüências dão à música a sensação de poder. Se forem enfatizadas demais, fazem a música ficar “confusa”, com perda de inteligibilidade (clareza e definição). A freqüência de 60Hz pode ser usada para diminuir o barulho de “hum” causado pela energia elétrica (que usa essa freqüência). Nota: em geral, somente caixas de som com woofers de 12” ou maiores conseguem “falar” freqüências abaixo de 60Hz;


31 a 125Hz Sons graves Fundamentais de tambores e alguns tipos de percussão. Se muito enfatizado, produz excessivo “bum”. A frequência de 125Hz também pode ser usada para diminuir o “hum” da energia elétrica (é a 1ª harmônica) 160 a 250Hz Sons médio graves Fundamentais do surdo e tons da bateria. Se muito enfatizado, produz excessivo “bum”. A frequência de 250Hz também pode ser usada para diminuir o “hum” da energia elétrica (é a 2ª harmônica) 315 a 500Hz Sons médios Fundamentais dos instrumentos de corda;

630 a 1KHz Sons médios Fundamentais e harmônicos dos instrumentos de corda, teclado. Aumentar muito esta faixa pode fazer os instrumentos soarem estranhos, como “de dentro de uma corneta”;

1.25k a 4kHz Sons médio-agudos Principal região dos metais, cordas, teclado, percussão. Muita ênfase entre 1K e 2KHz podem fazer instrumentos soarem “som de lata”. Muita ênfase em qualquer lugar entre 1K a 4KHz produz “fadiga auditiva”;

5k a 8kHz Sons agudos Acentuação de cordas e metais. Redução a 5KHz faz com que tudo soe mais “distante” e “transparente”. Nessa área podemos reduzir os chiados dos equipamentos e caixas de som. A região entre 1.25K e 8KHz é responsável pela clareza e definição, a inteligibilidade do que ouvimos;

10k a 16kHz Sons agudos Metais e “brilho” dos instrumentos. Muita ênfase causa sibilância. Pode-se reduzir chiados no sistema nesta região.


Efeitos da Equalização na reprodução de voz

80 a 125Hz Sons graves Sensação de poder na voz masculina baixo;

160 a 250Hz Sons médios graves Fundamentais da voz 315 a 500Hz Sons médios Importante para a qualidade da voz;

630 a 1KHz Sons médios Importante para a naturalidade da voz. Muita ênfase entre 315Hz e 1KHz faz a voz ficar como "de telefone";

1.25k a 4kHz Sons médio-agudos Área da definição dos fonemas fricativos (f, v, s, z) e acentuação das vozes. Importante para a inteligibilidade da fala. Muita ênfase entre 2 e 4KHz pode mascarar a fala de alguns sons, fazendo com que “m”, “b” e “v” se tornem indistinguíveis. Muita ênfase em qualquer lugar entre 1K a 4KHz produz “fadiga auditiva”. Pode-se dar uma ênfase na fala aumentando-se um pouco os 3KHz e ao mesmo tempo diminuindo essa mesma região para os instrumentos (Nota: isso se a gente tivesse equalizadores para todo mundo. Como não tem....);

5k a 8kHz Sons agudos Acentuação da voz. A região entre 1.25K e 8KHz é responsável pela clareza e definição, a inteligibilidade do que ouvimos;

10 a 16kHz Sons agudos Muita ênfase causa sibilância (Sunido).

Bom galera, por hora é essa minha pequena contribuição. Espero ter ajudado em alguma, principalmente a dirimir algumas dúvidas ou quem sabe matar alguma curiosidade no que tange esse bicho papão chamado SOM.

Na próxima edição vou me estender um pouco mais escrevendo sobre um mostro chamado " Mesa de Som". Aquele aparelhinho cheio de botões que deixa a gente pensando que estamos diante de uma nave espacial. Até a próxima. E não esqueçam que: "De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus" (Romanos 10:17)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Aí galera como prometido estou iniciando uma nova etapa no meu Blog. Quem acompanhou esde a sua criação pode verificar alguns temas bastante polêmico. Agora eu vou me dedicar a realmente o que eu gosto de pesquisar. Para começar estou postando a primeira de muitos. Só para deixar um pequeno sabor do que virá pela frente. E essa é para aqueles que gostam de dar aquela festinha.

Olha a máquina que estão lançando:

Ah! Me convidem pra a festinha. Beleza?


Cortex | Dmix 600
Controlador de Áudio
com Mixer, Entrada USB e para iPod


Com perfeita resolução sonora, compacto, portátil e com efeitos e recursos de altíssima qualidade, o Dmix 600 é a solução de mixagem mais avançada para usar com seu iPod™ e também para dispositivos usb, como pen drives, hds externos e cd/dvds externos.

Com tecnologia compatível USB exclusiva e patenteada pela Cortex, o Dmix 600 tem in
tegrado um mixer de 2 canais, um cradle compatível com iPod™ e duas portas USB (uma atrás, outra dentro do encaixe para o iPod), onde os DJs podem buscar as músicas, acertar pontos de cue, pontos de play, acertar o pitch, mixar e até fazer scratch com os arquivos mp3 de músicas digitais (MP3 ou WAV) direto do seu iPod™ ou de qualquer outro dispositivo de armazenamento USB. Recursos: Master Tempo, ajuste de Key (tom), jog sensível ao toque, 3 tipos de efeitos DSP (Filter, Flanger, Reverb e 2 Hot Cues).

As seções do mixer incluem um equalizador de 3 bandas por canal (c/ ganho), entradas auxiliares phono e line, que permitem ligar toca-discos e CD players; tem saídas XLR balanceadas para conexão em sistemas de som profissionais e saídas RCA para conexão paralela em sistemas de som normais, além de saídas de retorno (Booth) e de gravação (record). Esteja você mixando num club ou em casa, o Dmix 600 oferece um som perfeito e cristalino e um controle extremo sobre suas músicas digitais que é perfeito para set-ups portáteis, fixos e para DJs de festas e eventos.

Mais infos: www.uminstrumentos.com.br

sexta-feira, 30 de abril de 2010

ATENÇÃO

Prezados leitores e seguidores deste blog, quero comunicar que apartir de agora este veículo será dedicado a assuntos pertinentes a área de sonorização, música, técnicas de banda etc, principalmente no que tange a qualidade de áudio nas igrejas. Aguardem novidades. Divulguem.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O texto a seguir foi extraído do site da Igreja da Lagoinha. Aquela do ministério Diante do Trono, porém o assunto é de grande importância, principalmente para o pessoal que gosta de louvar e adorar a Deus. Leiam:

Vivendo o que cantamos?


Certo dia eu cantava uma música do Ministério de Louvor Diante do Trono e instantaneamente meu espírito foi incomodado para prestar bastante atenção ao que eu acabara de declarar: “irei contigo, onde quer que fores meu Senhor, o teu chamado cumprirei na alegria ou na dor [..].” * Devido aos modismos muitas vezes, nós cristãos, temos cantado as músicas simplesmente por cantar. Será que você já se sentiu assim? Entramos na onda e sutilmente ignoramos o que proferimos.

Eu passei por isso! Fui confrontada. Eu pensei, será mesmo que eu irei? Passarei pela dor por Jesus? Nossa boca muitas vezes diz coisas que muitas vezes não estamos preparados para viver ou cumprir. Devemos lembrar que Deus vai nos questionar uma hora ou outra, pois se eu disse que estarei a disposição dele, chegará um momento em que ele vai me convocar. Isso é natural. Deus nos ensina e nos dá capacidade para realizar seus feitos, o que precisamos fazer é sempre estarmos convictos do que queremos e do que vamos fazer. Por isso é tão importante que vivamos o que cantamos e cantemos o que vivemos.

Depois desta situação, nunca mais cantei o que eu não me sentia preparada para fazer. Claro, que se tal atitude não era algo que Deus havia me questionado para fazer, caso contrário o melhor é obedecer sem questionar. Vou tentar ilustrar o que estou tentando expor com um exemplo: Se eu não estou preparada para morrer por Cristo, devo eu abrir a boca e falar para ele que eu estou preparada para ir como missionária para um país em que cristãos são perseguidos e mortos? Mas é claro que não. É isso que estou tentando dizer. Se eu falo tenho que cumprir. E isso serve para todas as coisas em nossa vida. Vivendo e aprendendo.

Isso não é uma tarefa fácil. Muitas vezes pecamos justamente naquilo que pregamos, questionamos ou aconselhamos. Além disso, ainda existe a pressão e as dificuldades mediante uma escolha positiva por Deus e sua vontade.

Que possamos abrir nossos lábios justamente para aquilo que estamos preparados para fazer. Se você se sente capacitado para dizer:“Cumprirei tua visão, cumprirei minha missão, morrerei se preciso for, por amor a ti” *, cante, mas cante com convicção.

Devemos lembrar que somos testados no que falamos. E é importante entender que buscar a Deus e fazer a sua vontade é muito valioso e vale a pena. Deus é maravilhoso e cuida de nós.

Portanto, amados irmãos, que possamos ser bons exemplos quando abrirmos os nossos lábios para proferir o que somos e o que prometemos ser ou fazer. Que Deus realmente possa contar conosco todos os dias de nossas vidas. Lembre-se que tudo aquilo que você se sente incapacitado para fazer é Deus quem vai lhe capacitar. E Deus jamais vai lhe exigir algo que você não poderá cumprir.

Tudo vai depender do que estamos dispostos a fazer por Deus!

Que o Senhor os abençoe cada vez mais!

Trechos de músicas utilizadas

*

Eis-me aqui / Esperança – DT / Ana Paula Valadão Bessa

*

Minha Paixão / Livre – Ministério Intimidade

Por Vanessa Freitas
redacao@lagoinha.com

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Pode Rock na Igreja?

Vou trazer para os amados leitores e visitantes deste Blog um tema que talvez seja o de maior polêmica no mundo "Gospel". Trata-se do estilo musical dentro das igrejas. Não podemos esquecer que o Apóstolo Paulo deixou registrado nas Escrituras Sagradas que podemos e temos o direito de experimentar de tudo, pois todas as coisas são lícitas, porém nem tudo convém fazer ou experimentar.


O termo "rock and roll" era uma gíria que existia nos anos 50 e significava "sacanagem, safadeza praticada pelos casais de namorados adolescentes no banco traseiro do carro dos pais". Portanto, o termo estava associado com a fornicação e a imoralidade sexual. A música Rock já arruinou a vida de muitos adolescentes por meio do suicídio, abuso das drogas, imoralidade, perversões, satanismo, etc. Infelizmente, vivemos em uma época em que muitos cristãos e seus líderes estão permitindo que essa música demoníaca entre nas igrejas, afirmando que ela está santificada pois as letras foram modificadas e incluem palavras 'religiosas'. Onde está o discernimento? O simples fato de essa música demoníaca ter entrado na igreja é prova do declínio moral e espiritual que está afetando as igrejas atualmente. Estamos sendo invadidos por diversas variedades de música Rock: Acid Rock, Punk Rock, New Wave e Heavy Metal, todos disfarçados de Rock religioso.

A palavra de Deus diz:

"Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem , e guardassem todos os meus mandamentos todos os dias, para que bem lhes fosse a eles a a seus filhos para sempre." (Deuteronômio 5:29)

"Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto, não sejais seus companheiros. Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz." (Efésios 5:6-8)

"Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado." (Hebreus 3:13)


Satanás foi criado originalmente como uma bela criatura musical:

"Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônia, topázio, diamante, turqueza, ônix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados." (Ezequiel 28:13)


Como ele tem um talento musical excepcional, podemos saber que usará a música para enganar e escravizar.

Os roqueiros cristãos dizem que precisamos ser como o mundo, ter a mesma aparência e ouvir a mesma música, para podermos alcançar a juventude atual. Dizem que muitos jovens não quererão ouvir o evangelho nem vir à igreja se não tivermos algum terreno em comum com eles. Esse terreno comum é o Rock and Roll. Em outras palavras, estão dizendo que pregar a palavra de Deus já não é mais suficiente. Se isso for verdade, então deveríamos abrir bares para podermos alcançar os beberrões. Deveríamos abrir lojas de artigos eróticos para atrair aqueles que consomem materiais pornográficos. Não deveríamos descer ao nível deles para trazê-los ao Senhor Jesus Cristo? Portanto, não há mal, se o resultado final for bom. Qual o problema de contemporizar um pouco com os padrões de santidade e de separação estabelecidos por Deus se o resultado é que almas serão salvas? Esse tipo de raciocínio é uma das doutrinas de demônios que os cristãos estão aceitando. A mesma Bíblia que operou com sucesso até agora, continuará a operar entre os jovens e os velhos. Quantos cristãos amam o povo de Deus o bastante para dizer: "Basta! Vamos remover esse lixo satânico da igreja e lançá-lo no inferno, onde deve estar"? Você entende que há apenas 10 ou 15 anos atrás essa música maligna nem remotamente seria considerada uma forma adequada de cantar louvores a Deus? Ela seria imediatamente rejeitada nas igrejas. O que estamos testemunhando hoje é a decadência moral e espiritual que está afetando os cristãos, que não têm mais discernimento entre o bem e o mal.

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